Para que viemos a este mundo?
Para aprender uma lição.
Que lição devemos aprender?
A única lição, a lição de como afastar-nos de nós mesmos. Temos que aprendê-la; não há escapatória. Se deixarmos de aprendê-la sozinhos, ela nos será incutida a força. Cedo ou tarde teremos, inevitavelmente, de separar-nos de nós mesmos. Esse fenômeno poderá ser reservado para nosso último dia neste mundo ou poderá vir naturalmente, gradativamente e, sim, agradavelmente.
Aos dezoito anos de idade vocês eram cem por cento ego, não eram? Não só eram centrados em si mesmos, mas com certeza mal conseguiam enxergar os outros. Thomas Carlyle disse que nessa idade o homem atinge o apogeu de sua odiosidade.
Depois veio a vida profissional; vocês fizeram a primeira concessão. Em seguida se casaram e com o casamento as forças do egoísmo foram mais uma vez dominadas. E se tiveram a sorte de ter filhos, no momento em que isso aconteceu, realmente sobrou muito pouco daquele ego monumental e seu afastamento dele ocorreu de maneira tão gradual, tão natural e tão gratificante que quase não se deram conta do que se passava dentro de vocês. Cada uma das experiências foi aguardada, antecipada com indescritível prazer. Sacrifícios? Sim, pode ser que eles tenham sido feitos, mas com certeza vocês lutaram desesperadamente pelo privilégio de fazê-los.
Essa é a maneira natural de aprender a lição. Foi
como sua mãe a aprendeu. A vida de sua mãe é o melhor
exemplo da doutrina "Dar de Si Antes de Pensar em Si". Quando seu dia chegou,
havia muito pouco a renunciar. Ela não era mais do que um por cento
ego.
O um por cento desapareceu, mas os noventa e nove restantes sobreviveram,
ainda vivem e continuarão a viver.
Para que viemos a este mundo? Para aprender uma lição.
Que lição?
A lição da vida.
Qual das lições da vida?
A única lição verdadeira da vida; aquela em que
aprendemos a separar-nos de nós mesmos.
The National Rotarian, julho de 1912
Estudemos a vida como o estudante
da teoria atômica estuda um elétron; como um astrônomo
estuda as estrelas; e como não nos é dado saber de onde viemos
e para onde vamos, sejamos fiéis à convicção
de que o objetivo Infinito é indulgente e merece nosso apoio incessante.
Mantenhamos o espírito esportivo durante este velho jogo. Ele
é sem dúvida muito melhor do que as corridas de cavalos,
mais fascinante do que o futebol ou o vôlei. É de fato o rei
dos esportes; este bom, velho e absorvente jogo chamado VIDA.
Vamos jogá-lo até o fim, mantendo sempre um espírito
de amizade e honestidade.
Mensagem proferida na Convenção de 1922
do RI, Los Angeles, Califórnia, EUA