Todo aquele que pretende ir
a qualquer lugar neste nosso mundo é considerado quase louco.
Se em 23 de fevereiro de 1905 (a data que consideramos agora como sendo
a do nascimento do Rotary), alguém tivesse previsto que Jean e eu,
no espaço de trinta anos, iríamos visitar Rotary Clubs em
todos os países que mencionei, qualquer juiz, em sã consciência
e investido da necessária autoridade, teria decretado sua incapacidade
mental para a vida civil.- Uma referência a suas viagens rotárias
à Inglaterra, Escócia, África do Sul, Havaí,
Japão, Filipinas, Ilhas Fiji, Austrália, Nova Zelândia,
Samoa e México durante 1934-35
THE ROTARIAN, julho de 1935
As viagens são um ótimo
remédio para quem sofre de falta de visão --- desde
que o viajante deixe de lado seus preconceitos. As pessoas encontrarão
aquilo que procuram, o feio e o belo. Se procuram algo para condenar, encontrarão
de sobra, e voltarão para casa mais preconceituosos e arrogantes
do que nunca.
THE ROTARIAN, janeiro de 1940
Nenhum rotariano americano
poderia ter encontrado os rotarianos japoneses, chineses, filipinos, australianos
e neo-zelandeses que encontramos durante os quatro meses e meio que viajamos
sem ter a sensação de que sua visão se ampliou,
seu processo mental foi adoçado e sua vida enriquecida pela experiência.
Existe um fato que se destaca claramente, com a grandeza de um Monte Olympus
ou Fujiyama. É o fato de que todos os países precisam de
todos os países; nenhum deles pode ser deixado de lado.
Peregrinations, Vol. II
De todos os povos da terra,
nenhuma raça nos deu a impressão de estar aquém dos
limites da decência; todas elas têm seus códigos de
conduta, embora muitos sejam substancialmente diferentes dos nossos. Viajantes
que insistem em julgar outros povos com base em seus próprios parâmetros,
certamente encontrarão deficiências; alguns indivíduos
estão predispostos a achar que sua civilização é
a norma e que qualquer variação dessa norma é um erro.
Meu Caminho para Rotary